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Grupos de turismo dos EUA tentam reconquistar visitantes canadenses em meio à guerra comercial

Organizações de turismo dos EUA estão ampliando suas iniciativas voltadas a viajantes canadenses enquanto uma nova disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá, incluindo tarifas de importação de até 50% e retaliação canadense, ameaça prolongar uma forte queda nas viagens de canadenses aos Estados Unidos.

Por que isso importa

Menos viagens de canadenses com pernoite reduzem os gastos de visitantes em destinos que dependiam do Canadá como um importante mercado internacional de origem; campanhas promocionais podem ter efeito limitado enquanto os atritos políticos e os custos de viagem continuarem relevantes.

Financial Trends Today publication

O que mudou

Com base em reportagem da AP Business, grupos de turismo dos EUA estão intensificando suas iniciativas para atrair canadenses, mesmo com a piora das relações comerciais entre Estados Unidos e Canadá. A Brand USA levará a Travel Week ao Canadá pela primeira vez em outubro; enquanto isso, residentes canadenses fizeram 25% menos viagens de ida e volta pela fronteira e gastaram cerca de CA$ 3,3 bilhões a menos em viagens aos EUA em 2025 do que em 2024.

O presidente Donald Trump impôs tarifas de importação de até 50% sobre alguns produtos canadenses, o Canadá retaliou, e a reportagem informa que as viagens de canadenses com pernoite aos EUA voltaram a cair no primeiro semestre de 2026. As travessias de carro no verão melhoraram ligeiramente, mas as viagens aéreas permaneceram abaixo dos níveis do ano anterior até junho.

Por que isso importa

Este é um problema de demanda com um custo político embutido. Uma promoção hoteleira mais barata pode aliviar o custo de uma viagem, mas não compensa facilmente um dólar canadense mais fraco, passagens aéreas mais caras, diárias mais altas e uma disputa bilateral que torna uma viagem de lazer aos EUA menos atraente.

Essa distinção importa para empresas que dependem de visitantes que passam a noite. Uma travessia de carro pode significar um bate-volta, combustível e almoço. Uma reserva com pernoite sustenta hotéis, restaurantes, atrações, trabalhadores e fornecedores ao seu redor. Se as viagens aéreas e as estadias com pernoite continuarem fracas, uma modesta alta no tráfego rodoviário não preencherá essa lacuna.

Nossa perspectiva (especulação informada): viagens de carro de canadenses podem conservar parte do impulso pós-Copa do Mundo, enquanto as viagens aéreas e com pernoite permanecem contidas nos próximos 6 a 12 meses caso persistam tarifas, custos de viagem e atritos políticos. Isso tornaria as reservas de canadenses mais disputadas e levaria os destinos a recorrer mais a descontos direcionados ou a buscar demanda em outros mercados.

O paralelo histórico

O episódio da proibição de viagens dos EUA em 2017 mostrou como um sinal federal de política de fronteiras pode esfriar o interesse por viagens além das pessoas diretamente afetadas. Indicadores da época registraram buscas e reservas de voos internacionais mais fracas, enquanto o marketing turístico local enfrentava um problema de confiança que não conseguia resolver sozinho.

A diferença é relevante: a política de 2017 restringiu diretamente a entrada de viajantes de países especificados, enquanto a atual retração dos canadenses é voluntária e moldada por tarifas, conflito bilateral, taxas de câmbio e preços das viagens. Ainda assim, a indústria mais ampla de viagens e turismo dos EUA cresceu 4,2% em produção real em 2018, segundo o Bureau of Economic Analysis. Isso sugere que um choque reputacional não precisa se transformar em uma contração nacional permanente, mas uma recuperação em outros lugares não restauraria necessariamente os gastos vindos do Canadá.

Como os efeitos podem se espalhar

Menos viagens de canadenses com pernoite reduzem primeiro as reservas. O efeito seguinte atinge hospedagem, alimentação e atrações que dependem dos gastos no destino, e não apenas do movimento na fronteira. Se a queda persistir, operadores podem direcionar mais verbas promocionais para ofertas voltadas especificamente ao Canadá ou para outros mercados de visitantes.

Essa cadeia pode ser interrompida se as relações comerciais melhorarem, o dólar canadense se fortalecer ou os preços das viagens caírem o suficiente para tornar as estadias com pernoite atraentes novamente. Também pode perder força se as iniciativas atuais transformarem viagens rodoviárias hesitantes em estadias mais completas.

Avaliação de impacto

  • Viajantes canadenses podem passar a considerar cada vez mais as viagens de lazer aos EUA uma despesa não essencial e mais cara nas próximas semanas, tornando destinos domésticos e alternativos mais competitivos.
  • Organizações de marketing de destinos ainda podem recuperar parte das reservas, mas sua margem de ação é limitada enquanto tarifas e tensão política estiverem fora de seu controle local.
  • Operadores de hospedagem, restaurantes e atrações enfrentam o risco mais acentuado nos próximos 6 a 12 meses: uma fraqueza persistente nas viagens com pernoite reduziria gastos que viagens curtas de carro não substituem.

Cenários

Mais provável: Se a disputa comercial não arrefecer rapidamente e os custos de viagem continuarem desfavoráveis, as travessias de carro manterão parte da recuperação do verão, mas as viagens aéreas e com pernoite permanecerão abaixo dos níveis do ano anterior nos próximos 6 a 12 meses. Os destinos competiriam mais intensamente pelas reservas de canadenses e manteriam promoções especializadas. Esse cenário se fortalece se as viagens de carro se sustentarem enquanto as viagens aéreas e com pernoite permanecerem fracas; enfraquece se as estadias com pernoite e as viagens aéreas voltarem a crescer.

Positivo: Se a retórica bilateral e as tarifas de importação forem reduzidas, ao mesmo tempo que a pressão cambial ou dos preços das viagens diminuir, o tráfego rodoviário de verão poderá se converter em novas reservas com pernoite. Hotéis, restaurantes e atrações recuperariam a demanda canadense e dependeriam menos de incentivos excepcionais. Esse cenário se fortalece com o aumento das estadias com pernoite e das viagens aéreas; enfraquece com novas restrições comerciais ou a continuidade da queda nos voos.

Negativo: Se as tarifas e o confronto se intensificarem, viajantes canadenses poderão reduzir ainda mais as viagens com pernoite e as viagens aéreas, e operadores de destinos poderão direcionar recursos de marketing para outros mercados. Isso deixaria menos gastos de visitantes canadenses em futuros períodos de alta. Esse cenário se fortalece se as travessias pós-Copa do Mundo perderem força e as viagens com pernoite caírem ainda mais; enfraquece se as travessias e as estadias com pernoite continuarem aumentando.

O que observar a seguir

  • Dados do National Travel and Tourism Office dos EUA sobre viagens de canadenses com pernoite.
  • Dados da Statistics Canada sobre viagens aéreas de canadenses aos EUA.
  • Se o aumento nas travessias de carro durante a Copa do Mundo continua após o período do torneio e vem acompanhado de estadias com pernoite.
  • Qualquer redução nas tarifas recíprocas de importação ou retomada de negociações comerciais construtivas.
Sources (4)
  1. AP BusinessUS tourism groups want to win Canadian visitors back. A testy trade war isn't helping
  2. theguardian.comA timeline of Trump’s travel ban: what's happened, and what's next
  3. apps.bea.govU.S. Travel and Tourism Satellite Account
  4. theguardian.comUS tourism experiences a 'Trump slump'

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